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Profissional digitando documento em escritório cartório
Dicas de Carreira7 min de leitura

Habilidades mais procuradas em escreventes.

Equipe VPC28 de abril de 2026Compartilhar

Descubra as 7 habilidades mais valorizadas pelos cartórios na contratação de escreventes. Prepare-se para se destacar no mercado cartorário.

O mercado cartorário busca profissionais cada vez mais qualificados. Conhecer as habilidades mais procuradas pelos cartórios na hora de contratar escreventes pode fazer toda a diferença na sua carreira.

Conversamos com titulares e responsáveis por RH de diferentes serventias para mapear quais competências realmente importam. Os resultados mostram um padrão claro: cartórios valorizam tanto habilidades técnicas quanto comportamentais específicas.

Base legal da função de escrevente

A Lei 8.935/1994 estabelece que escreventes são funcionários de cartório responsáveis por auxiliar o titular na prática dos atos notariais e registrais. O vínculo é celetista, regido pela CLT, com direitos trabalhistas garantidos.

Mãos digitando computador papel documentos mesaFoto: Tima Miroshnichenko / Pexels

As regras específicas podem variar conforme o Código de Normas da Corregedoria Geral de Justiça do estado, mas as competências básicas seguem um padrão nacional definido pela legislação.

O que faz um escrevente de cartório?

O escrevente auxilia o titular em todas as atividades do cartório, desde o atendimento ao público até a elaboração de atos notariais e registrais, sempre sob supervisão direta.

As atividades incluem atendimento ao público, conferência de documentos, digitação de atos, organização de arquivos, controle de prazos e apoio administrativo. Em cartórios menores, o escrevente pode acumular mais funções. Em serventias maiores, há especialização por área.

Habilidades técnicas indispensáveis

O domínio de informática é fundamental. Todos os cartórios usam sistemas eletrônicos específicos, como SRE (Sistema de Registro Eletrônico), e-CAC, sistemas próprios das empresas desenvolvedoras. Saber navegar em ambiente Windows, usar pacote Office e ter agilidade com digitação são pré-requisitos básicos.

Conhecimento em legislação cartorária também pesa muito. Não precisa ser especialista, mas entender os princípios da Lei 8.935/1994, noções de direito civil (contratos, família, sucessões) e procedimentos registrais fazem diferença na seleção.

A capacidade de interpretar documentos é outra habilidade crítica. Certidões, contratos, procurações, escrituras exigem leitura atenta e conhecimento técnico para identificar irregularidades ou pendências.

Competências comportamentais em alta

Discrição é uma das coisas mais importantes pra quem trabalha em cartório. Você vai ter acesso a informações sigilosas de clientes diariamente. Quebrar sigilo profissional pode gerar demissão por justa causa e até processo criminal.

Organização e atenção aos detalhes são fundamentais. Um erro em data, valor ou nome pode gerar responsabilidade civil pro cartório. Titulares valorizam profissionais que revisam o próprio trabalho antes de entregar.

Habilidade de comunicação também conta muito. Você vai explicar procedimentos, esclarecer dúvidas e lidar com situações delicadas. Saber se expressar com clareza e paciência melhora a experiência do cliente e reduz conflitos.

Experiência anterior: quanto pesa?

Experiência anterior em cartório é valorizada, mas não elimina candidatos iniciantes. Muitos titulares preferem treinar do zero a desconstruir vícios adquiridos em outras serventias.

Experiência em atendimento ao público, bancos, órgãos públicos ou escritórios de advocacia conta pontos positivos. Mostra familiaridade com documentos, prazos e relacionamento interpessoal.

O diferencial mesmo está na capacidade de aprender rápido e seguir orientações. Cartórios têm procedimentos específicos que variam entre serventias. Flexibilidade para se adaptar vale mais que experiência rígida.

Como desenvolver essas habilidades na prática

Comece investindo em informática básica se ainda não domina. Cursos online gratuitos de Windows, Word e Excel são suficientes pra começar. Depois, procure cursos específicos sobre cartórios oferecidos por entidades como Anoreg-BR ou institutos estaduais.

Leia a legislação cartorária básica. Comece pela Lei 8.935/1994 e pelas Normas da Corregedoria do seu estado. Não precisa decorar, mas entender a estrutura ajuda muito nas entrevistas.

Pratique atendimento ao público em qualquer oportunidade. Trabalho voluntário, estágio, até atendimento em comércio desenvolve essa habilidade. O importante é aprender a ouvir, esclarecer dúvidas e manter a calma sob pressão.

Desenvolva organização pessoal. Use agendas, listas de tarefas, lembretes no celular. Cartório exige controle rigoroso de prazos e documentos. Quem já tem esse hábito se adapta mais fácil.

O que os cartórios mais valorizam hoje

Pela nossa experiência conectando profissionais através das vagas disponíveis na plataforma, notamos algumas tendências claras no perfil buscado pelos cartórios.

Flexibilidade de horário ganhou importância após a pandemia. Cartórios precisam cobrir horários estendidos e plantões. Candidatos disponíveis para escalas diferenciadas têm vantagem.

Conhecimento em marketing digital também começou a contar pontos. Cartórios investem mais em redes sociais e atendimento online. Escreventes que sabem usar essas ferramentas agregam valor.

Capacidade de trabalhar em equipe é sempre citada pelos titulares. Ambiente de cartório exige colaboração constante. Profissionais que facilitam o trabalho coletivo são preferidos.

Perguntas frequentes

Preciso de curso superior para ser escrevente?

Não é obrigatório por lei, mas muitos cartórios preferem candidatos com ensino superior. Cursos na área de Direito são valorizados, mas não eliminam outras formações.

Quanto ganha um escrevente de cartório?

O salário varia por região e porte do cartório. A média nacional fica entre R$ 2.000 e R$ 4.500, com benefícios como vale-alimentação, plano de saúde e participação nos lucros.

Posso trabalhar em cartório sem experiência?

Sim. Muitos cartórios contratam iniciantes e oferecem treinamento. O importante é mostrar interesse em aprender e ter o perfil comportamental adequado.

Qual a diferença entre escrevente e substituto?

O substituto pode praticar todos os atos do titular quando autorizado. Já o escrevente auxilia mas não pode assinar atos sozinho. É uma questão de nível de responsabilidade e delegação.

Como me destacar na entrevista para escrevente?

Demonstre conhecimento básico sobre cartórios, seja específico sobre suas habilidades técnicas, mostre exemplos de organização pessoal e enfatize sua discrição e ética profissional.

Próximos passos na sua carreira

Desenvolver essas habilidades é um investimento contínuo na sua carreira cartorária. O setor valoriza profissionais que se aperfeiçoam constantemente e demonstram comprometimento com a qualidade do serviço.

Além de trabalhar essas competências, mantenha-se atualizado sobre as novidades do setor através de conteúdos especializados como os disponíveis no blog do Vagas Para Cartórios, que aborda temas relevantes para sua evolução profissional.

Está pronto para dar o próximo passo? Cadastre seu currículo na plataforma e conecte-se com cartórios que buscam profissionais com o seu perfil.

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