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titular de cartório conversando com candidato em entrevista de emprego
Guias e Tutoriais7 min de leitura

O que titulares podem fazer para aumentar a atratividade das vagas

Equipe VPC04 de julho de 2026Compartilhar

Titulares que anunciam bem, pagam com clareza e estruturam cargos contratam mais rápido e retêm mais. Veja o guia prático.

Você publica uma vaga, espera uma semana e recebe três currículos, dois completamente fora do perfil. Enquanto isso, o movimento no cartório não para e a equipe completa os turnos no limite. Isso acontece com mais frequência do que deveria, e quase sempre tem solução do lado de quem anuncia, não do lado de quem busca emprego.

O que torna uma vaga de cartório atrativa para candidatos?

Uma vaga atrativa é aquela que responde, de cara, às três perguntas que todo candidato faz antes de mandar currículo: quanto vou ganhar, o que vou fazer e esse lugar vai me tratar bem? Anúncios que omitem salário, descrevem a função de forma vaga ou passam imagem de ambiente fechado afastam exatamente os perfis mais qualificados, que têm mais opções no mercado.

mãos assinando contrato de trabalho sobre mesa de escritório

Foto: Ron Lach / Pexels

1. Comece pela remuneração: seja direto

Anunciar "salário a combinar" para uma vaga de escrevente em 2025 é um sinal de alerta para quem está buscando emprego. Profissionais experientes conhecem a faixa do mercado e interpretam a omissão como sinal de que a oferta está abaixo dela.

Coloque o salário ou pelo menos uma faixa real no anúncio. Se houver variação conforme experiência, diga isso. "Entre R$ 2.200 e R$ 2.800, conforme experiência" é muito melhor que nada. Além do salário-base, liste os benefícios em linguagem concreta: plano de saúde com ou sem coparticipação, vale-refeição em dinheiro ou cartão, vale-transporte, participação nos resultados se houver.

Transparência na remuneração atrai candidatos mais alinhados e economiza tempo nas etapas seguintes do processo seletivo.

2. Descreva a vaga como se fosse explicar para um colega

Fuja das descrições genéricas do tipo "buscamos profissional proativo e comunicativo para atuar no setor cartorário". Isso não diz nada. O candidato que já trabalhou em cartório sabe que a rotina de um escrevente de notas é completamente diferente da de um escrevente de registro civil, e quer saber exatamente onde vai atuar.

Descreva as atividades do dia a dia de forma direta: "atendimento ao balcão, lavratura de procurações e reconhecimento de firma, apoio ao tabelião na elaboração de escrituras" diz muito mais que "suporte às atividades notariais". Inclua também o horário de funcionamento, se o cargo é presencial ou híbrido (raro, mas existe em funções administrativas), e se há possibilidade de progressão interna.

3. Estruture cargos e salários antes de contratar

Cartório sem estrutura de cargos definida tende a contratar todo mundo no mesmo patamar, o que gera distorção rápido. Em dois anos, você pode ter três escreventes com salários iguais, mas um deles já domina atos complexos, outro ainda está no reconhecimento de firma e o terceiro cuida do arquivo. Isso cria insatisfação silenciosa e rotatividade que custa caro.

Antes de abrir uma nova vaga, defina ao menos três faixas básicas: entrada, pleno e sênior, com critérios claros de progressão (tempo de casa, atos que domina, certificações). Isso não precisa ser um plano de carreira corporativo. Precisa ser previsível e justo.

Uma estrutura clara de progressão é, por si só, um argumento de atração. Quando o candidato sabe que tem caminho para crescer, ele vê perspectiva, não só um emprego.

4. Cuide da imagem do cartório antes de anunciar

Antes de enviar o currículo, muitos buscam o nome do cartório nas redes, verificam as avaliações no Google e, se conhecerem alguém que trabalhou lá, perguntam. A reputação do cartório como empregador importa tanto quanto a reputação como prestador de serviço.

Isso não significa que você precisa de campanhas de employer branding. Significa que o básico precisa estar em ordem: respostas às avaliações negativas no Google, atendimento cordial mesmo quando o candidato não foi selecionado e, principalmente, um processo seletivo que respeite o tempo de quem se candidatou. Candidatos que passaram por uma entrevista bem conduzida falam bem, mesmo quando não são contratados.

Se o cartório tem algum diferencial de ambiente, coloque isso no anúncio. Equipe pequena com clima colaborativo, horário fixo sem horas extras, estabilidade de vínculo, espaço tranquilo para trabalhar: tudo isso interessa a quem está escolhendo onde trabalhar.

5. Simplifique e agilize o processo seletivo

Processos com quatro etapas, teste online, redação e entrevista em dias separados afastam bons candidatos que já estão empregados e têm pouca disponibilidade. Para a maioria das vagas de cartório, uma conversa bem feita já diz muito.

Defina antes de começar: quantas etapas, quem participa, qual o prazo para dar retorno. Se prometer feedback em uma semana, cumpra. Candidato sem retorno vira efeito negativo em boca a boca, e o mercado extrajudicial é menor do que parece.

Agilidade é respeito. E candidato respeitado indica o cartório para outros profissionais da área.

6. Considere o candidato que vem de outro cartório

Profissional com experiência prévia em cartório é ouro, mas exige atenção extra na proposta. Ele já conhece a rotina, já sabe o que é lavratura, protocolo e prazo de registro. Mas também já sabe o que é uma gestão ruim, jornada desgastante e salário defasado.

Para esse perfil, o argumento não é só o salário. É gestão transparente, respeito à jornada prevista em contrato e possibilidade real de crescimento. Se o seu cartório tem isso, mostre no anúncio e reforce na entrevista. Se ainda está construindo, seja honesto sobre o estágio em que está.

Quem está buscando vagas no setor extrajudicial hoje tem opções. O que decide não é só o dinheiro.

Erros comuns que titulares cometem ao anunciar vagas

  • Omitir salário: filtra candidatos qualificados antes mesmo da triagem.

  • Descrição genérica demais: "atuar em cartório" não é descrição de função.

  • Exigir experiência de 5 anos para vaga de entrada: reduz o pool sem necessidade.

  • Processo seletivo longo demais: candidatos com perfil técnico têm outras oportunidades enquanto você decide.

  • Não dar retorno para quem não foi selecionado: afeta reputação e desestimula indicações futuras.

  • Confundir atribuição de cada tipo de cartório na vaga: anunciar "escrevente de notas" quando a vaga é de registro civil causa ruído e candidatos errados.

Mais dicas sobre gestão de equipes no setor extrajudicial você encontra no blog do Vagas Para Cartórios. O conteúdo é voltado para quem trabalha e gestiona dentro da realidade cartorária brasileira, sem teoria descolada do dia a dia.

Se você é titular e está com vaga aberta agora, cadastre o seu cartório no Vagas Para Cartórios e anuncie para candidatos que já conhecem o setor extrajudicial. O processo é simples e o alcance é direto para quem você precisa encontrar.

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