VPC
Vagas Para Cartórios
Voltar para o blog
mãos assinando documento em cartório brasileiro, salário por cargo
Guias e Tutoriais7 min de leitura

Salário em cartório: o que esperar em cada cargo e região do Brasil

Equipe VPC29 de julho de 2026Compartilhar

Quanto ganha um escrevente, substituto ou oficial de registro no Brasil? Veja salários por cargo e região e planeje sua carreira. Cadastre seu currículo!

Salário em cartório é um dos temas mais pesquisados por quem está entrando na área, mas também por quem já está dentro e quer saber se está sendo bem remunerado. A resposta honesta é: depende muito do cargo, do tipo de cartório e do estado onde você trabalha. Mas dá pra ter uma noção clara, e é isso que este guia traz.

Por que os salários variam tanto entre cartórios?

Cartório não é empresa com tabela salarial nacional. Cada serventia é uma delegação do poder público gerida por um titular privado, com autonomia para contratar e remunerar seus empregados, respeitando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e os pisos definidos pelos sindicatos de cada estado.

caneta sobre contrato e calculadora, remuneração em cartório

Foto: Mikhail Nilov / Pexels

Isso significa que dois escreventes com o mesmo cargo, a mesma função e o mesmo tempo de casa podem receber valores muito diferentes dependendo se trabalham em São Paulo ou no Maranhão, em um cartório de notas movimentado ou em um ofício de registro civil de pequena comarca. A receita da serventia (calculada pelos emolumentos que ela arrecada) influencia diretamente o que o titular consegue pagar.

Qual é o salário de um escrevente em cartório?

O salário de um escrevente de cartório no Brasil varia entre R$ 1.500 e R$ 4.500 mensais, dependendo do estado, do tipo de serventia e do nível de experiência. Em São Paulo, capitais e serventias de grande movimento, os valores tendem a ser mais altos. Em estados do Norte e Nordeste e em comarcas pequenas, os pisos são mais próximos do mínimo regional.

Esse é o cargo de entrada na maioria dos cartórios. As atribuições incluem atendimento ao público, digitação de atos, conferência de documentos e apoio ao titular. Quem tem experiência anterior, domínio de sistemas cartorários (como Censec, CRC-SP, e-Notariado) ou formação em Direito costuma conseguir propostas melhores, mesmo sem histórico longo no setor.

Escrevente com função de chefia ou especialização

Com o tempo, muitos escreventes assumem funções de coordenação de equipe, gestão de protocolo ou responsabilidade por uma especialidade, como registro de imóveis ou escrituras públicas. Nesse nível intermediário, o salário costuma ficar entre R$ 3.500 e R$ 6.000, ainda com variação regional.

Não existe um cargo formal universal chamado "escrevente sênior" no setor, mas a prática é comum. O que vale aqui é negociar bem: cartórios maiores tendem a ter organogramas mais estruturados, com diferenciação salarial por nível de responsabilidade.

Substituto: o passo antes do titular

O substituto é o profissional designado para responder pelo cartório na ausência do titular. É um papel de confiança, que exige conhecimento técnico amplo de todas as especialidades da serventia. Os salários variam bastante, mas é comum encontrar faixas entre R$ 5.000 e R$ 12.000 em serventias de médio e grande porte.

Em cartórios menores, especialmente em comarcas do interior, o substituto pode acumular funções operacionais e ter remuneração mais próxima ao teto do escrevente especializado. O cargo de substituto é regulado pela Lei 8.935/1994 e normalmente é escolhido pelo próprio titular.

Oficial de registro e tabelião: quem é quem na remuneração

Aqui vale um esclarecimento importante. Tabelião é o responsável por serventias de notas ou de protesto. Oficial de registro é quem responde por cartórios de registro de imóveis, de pessoas naturais, de pessoas jurídicas, de títulos e documentos ou de contratos marítimos. São delegações diferentes, com regimes operacionais distintos.

Nos dois casos, a remuneração do titular não é um "salário" no sentido celetista: ele retira o resultado da serventia após pagar custos, impostos e equipe. Em serventias de grande movimento (como registros de imóveis em capitais), esse resultado pode ser expressivo. Em comarcas pequenas, pode ser modesto. Quem está buscando a delegação via concurso deve pesquisar o movimento das vagas disponíveis antes de planejar.

Diferenças regionais que fazem diferença no bolso

As discrepâncias entre regiões são reais e relevantes. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e estados do Sul costumam ter pisos sindicais mais altos e serventias com maior volume de atos, o que resulta em remunerações maiores em todos os níveis. O Centro-Oeste tem crescido bem, especialmente em estados com mercado imobiliário aquecido, como Goiás e Mato Grosso.

Norte e Nordeste têm variação maior: capitais como Manaus, Fortaleza e Recife têm serventias competitivas, mas o interior ainda pratica valores mais baixos. Para quem está avaliando uma mudança de estado por oportunidade de emprego, vale checar as vagas abertas no setor extrajudicial por região antes de tomar qualquer decisão.

Benefícios que complementam o salário

Parte da remuneração total em cartório vem de benefícios. Vale-refeição ou vale-alimentação, plano de saúde, vale-transporte e participação nos resultados são comuns em serventias estruturadas. Em algumas, há auxílio para cursos de especialização, o que faz diferença real pra quem está construindo carreira.

Para quem está comparando propostas, não olhe só o salário bruto: simule o pacote completo. Um escrevente que ganha R$ 2.800 com plano de saúde familiar pago integral e vale-alimentação de R$ 600 pode estar melhor do que outro que recebe R$ 3.200 sem nenhum benefício.

O que os cartórios observam na hora de contratar (e pagar mais)

Do ponto de vista de quem contrata, o perfil que justifica uma remuneração acima da média tem três características: domínio técnico dos atos da serventia, capacidade de atender bem o público sem supervisão constante, e discrição com informações sensíveis. Formação jurídica ajuda, mas não é obrigatória em muitos cargos.

Cartórios que estão crescendo ou que acabaram de trocar de titular costumam contratar com mais abertura para negociar salário, especialmente se o candidato tem experiência em serventias similares. Titulares que buscam profissionais qualificados podem anunciar vagas no VPC e alcançar uma base de candidatos já familiarizados com o setor.

O que esperar por cargo

  • Escrevente iniciante: R$ 1.500 a R$ 2.800, com variação regional significativa.

  • Escrevente com especialização ou chefia: R$ 3.500 a R$ 6.000 em serventias de médio e grande porte.

  • Substituto: R$ 5.000 a R$ 12.000, dependendo do porte e localização da serventia.

  • Titular (tabelião ou oficial): retirada variável conforme a receita da serventia, sem teto fixo.

  • Benefícios: parte relevante da remuneração total; compare o pacote completo, não só o bruto.

Quer entender melhor o setor antes de se candidatar? O blog do VPC tem conteúdo sobre carreira, atribuições de cada tipo de cartório e dicas para se destacar na seleção. Informação é o primeiro passo pra negociar melhor.

Se você está buscando uma vaga no setor extrajudicial, cadastre seu currículo no Vagas Para Cartórios e apareça para os cartórios que estão contratando agora.

#salário em cartório#escrevente#oficial de registro#plano de carreira cartorial#vagas em cartório#remuneração cartório#carreira extrajudicial